Posts com a Tag ‘Saúde do Bebê’

Mulheres unidas, jamais serão vencidas!

quinta-feira, 8 de março de 2012

As editoras de três blogs bem conhecidos da blogosfera materna se juntaram para promover uma forma diferente de comemorar o Dia Internacional da Mulher. Elas estão fazendo uma campanha para a conscientização do que chamam de “violência obstétrica” – você sabe o que é isso?

As editoras dos blogs Parto no Brasil e Mamíferas usaram o termo numa blogagem em novembro de 2011 para enfatizar que as intervenções desnecessárias, a indução para a cesária agendada, e até as agressões verbais que algumas (muitas) mulheres vivem durante a gestação e o parto configuram violência contra a mulher. Ou seja, violência de gênero – o que normalmente só enxergamos quando alguma mulher aparece com as marcas físicas da violência e tem coragem para denunciar o agressor. Mas, as militantes do parto nos ajudaram a entender que impedir ou dificultar o acesso ao pré-natal e parto humanizados é também uma forma de roubar nossos direitos e nos colocar sob situação de desigualdade e constrangimento.

Como Ana Carolina Franzon e Bianca Lanu enfatizaram: “Você tem o direito de sair do parto do seu filho ou filha ILESA, corporalmente íntegra, sem nenhum ponto, e feliz!”

E isso só é possível quando você é respeitada desde o momento em que engravida. Você tem direito a receber informações adequadas e atendimento humanizado (ou seja, humano!) durante o pré-natal, para que chegue tranquila e segura no momento do trabalho de parto. Você precisa ser escutada quanto ao local onde quer parir, sobre os profissionais que gostaria de ter por perto, e sobre o acompanhante que você tem direito de ter durante o trabalho de parto. Você precisa ter liberdade de movimento e acesso a formas alternativas de alívio da dor, antes de ser submetida a anestesia peridural. Portanto, para que a gente comemore com tudo, ainda há muito o que a sociedade brasileira avançar no que diz respeito a garantia dos direitos das mulheres.

E você pode contribuir para o avanço tão sonhado! Participe da Blogagem Coletiva que acontece hoje e responda à pesquisa que as meninas criaram e que está aberta à respostas até dia 19 de abril. No dia 25 o resultado será divulgado e o tema será mais uma vez foco de debate, luta e movimentação!

Leia o post que Carolina preparou no blog What Mommy Needs.Net e participe!

*Imagem de Gra Mattar feita exclusivamente para a What Mommy Needs

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Publicamos recentemente uma bela reflexão sobre consumo consciente e saúde no blog What Mommy Needs.Net. Veja um trechinho aqui e vá lá conferir!
Eu sou uma ávida por documentários. Adoro reportagens investigativas e filmes que me fazem pensar sobre a realidade. Há um mundo de informações sobre saúde e sustentabilidade que podem nos ajudar a tomar decisões bem simples no dia dia – decisões que podem mudar nossos destinos, os de nossos filhos e de nossas cidades. E ultimamente tenho me perguntado sobre o que eu faço em relação a essas informações que chegam de vez em quando pra mim através de histórias e imagens maravilhosas. Há tanta coisa a se fazer e ao mesmo tempo fico com uma sensação de impotência. Mas, acho que aos poucos, com minhas escolhas e com os meus textos, posso alcançar interlocutores e encontrar formas de ativismo concretas. Só o fato de selecionar melhor os produtos que compro no mercado já fazem uma diferença, sabia?
Por exemplo, eu gosto muito de ver um programa suíço chamado Temps Present, em que são abordados temas controversos, polêmicos, como o crescente uso de um contraceptivo, entre as adolescentes, que tem alto risco para trombose, as relações entre câncer e produtos químicos que usamos no dia dia, a indústria do amianto e as doenças pulmonares, enfim. Também tem o documentário Vu du Ciel, que é apresentado em episódios na Tv5Monde e na France 3, que aborda vários problemas e oportunidades em relação à preservação ambiental, em diversas partes do mundo – ele é MUITO lindo e MUITO bom! Recentemente, também tenho acompanhado a luta de um cientista da Fiocruz com a indústria do amianto – que já é considerada uma substância cancerígena e já foi banida de diversos países, porém continua poluindo e adoecendo consumidores e trabalhadores por aqui.
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“Remuneração médica e renda da paciente ditam regras do parto” conclui estudo de economista

sábado, 7 de janeiro de 2012

O Informe da ENSP (Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz) divulgou hoje uma informação importantíssima sobre a “epidemia de cesárias” que ocorre em nosso país. Segundo estudo de Tabi Thuler, autora da dissertação Evidências de indução de demanda por parto cesáreo no Brasil, pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), quanto maior é a diferença de valor pago pelo plano de saúde por cesariana em relação ao valor pago para partos normais, maior é o índice de cesarianas. A análise foi feita com base nos partos realizados por um plano de saúde do estado de São Paulo entre 2004 e 2009. A pesquisadora se surpreendeu com o fato de que as indicações clínicas não foram as justificativas mais recorrentes para a cirurgia, e que a falta de dilatação chegou a justificar 25% dos casos.

Além disso, a renda da paciente apareceu como outro forte indicativo para o parto cirúrgico. Quanto maiores os ganhos da mãe, mais a cesariana aparece como opção. Isso retrata a confluência de duas coisas: a busca dos médicos por maiores ganhos e uma cultura intervencionista na saúde da mulher – ainda pouco estudada. Não é o medo da dor o fator preponderante nas cesarianas eletivas, mas a busca da “conveniência”, daquilo que parece mais cômodo e “controlado”. Porém, sabemos que a aparência de controle de uma cirurgia complexa como a cesária esconde consequências perigosas para mãe e bebê, como a imaturidade pulmonar e do sistema nervoso, dificuldades para a amamentação e o vínculo inicial, infecção hospitalar, etc.

Mas, outro problema real e pouco debatido foi levantado pelo Informe: a baixa remuneração dos médicos ao atenderem partos normais. De fato, nessas situações, eles precisam ficar à disposição por longos períodos, trabalhando mais tempo, mas recebem a mesma quantia ou menor valor do que no caso de cesarianas. Alguns profissionais consideram esta última mais arriscada, conferindo portanto maior periculosidade à prática médica – o que justificaria um ganho mais elevado.

O apoio e incentivo à atuação de outros profissionais de saúde no atendimento ao parto são formas de se resolver o problema da demanda financeira sem retirar das mulheres o direito de serem corretamente assistidas. Equipes multiprofissionais, contando com obstetrizes, doulas e parteiras, e dispositivos de atenção integral ao parto e nascimento, como as Casas de Parto, podem se ocupar das longas horas necessárias do trabalho de parto natural, e o médico cirurgião intervém, nesses casos, apenas à posteriori ou se identificada alguma complicação.  É assim que ocorre em países mais desenvolvidos, como na Inglaterra e na Suécia.

Este é um tema pouco discutido ainda. Pretendemos contribuir com as reflexões levantadas pela jornalista e blogueira Ceila Santos do Blog do Desabafo de Mãe. Entre na roda também! O que você acha sobre a demanda financeira ditando os rumos da saúde no parto?

Depressão em bebês: existe e deve ser tratada

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Há uma semana atrás estava arrumando minha estante da sala e me deparei com um dvd da maternidade que nem lembrava que existia. O título na capa era: “primeiros momentos de Laura”. Muito estranho… como eu fui esquecer um dvd assim? Então, assisti novamente e entendi meu “esquecimento”. Uma cena horrível de minha bebezinha, recém nascida, nua, sozinha, chorando, chorando e chorando. Nada animador pra uma mãe de primeira viagem. Não só por causa do choro, mas porque me pareceu muito bizarro que a maternidade desse de presente para os pais um dvd desses, com o título “primeiros momentos”. A primeira coisa que me veio à cabeça foi: “quando afinal fizeram essa filmagem?!” “Eu tava lá o tempo todo, poxa!”.

Mas, pensando bem, acho que “contemplar” um bebezinho chorando é muito mais comum e aceitável do que supõe a minha ingênua filosofia. É fato, eles choram por tudo. Precisam chorar para se comunicar. E muitas vezes, nós nem conseguimos entender a mensagem. Podemos acabar nos acostumando às cenas de sofrimento, e até mesmo achar que elas são tão normais que não precisam ser compreendidas. É assim que corremos o risco de não identificar o estado depressivo em bebês.

Eu não quero que este post tenha um tom sensacionalista. Mas, depois de ler alguns artigos sobre o assunto, fiquei tão impactada, que resolvi chamar atenção de tod@s os leitores do blog para ele. Porque, realmente, sem querer, podemos ignorar os primeiros sintomas de uma depressão que pode se estender por toda a vida da criança e até disparar problemas mais grave na vida adulta. Um artigo científico em especial me fez entender melhor o assunto. Este aqui: “Depressão no bebé“, de pesquisadores portugueses. Nele, alguns sinais da depressão servem para o diagnóstico precoce: irritabilidade, transtornos do sono, apatia, motilidade reduzida, movimentos físicos anormais, agressividade. Os pais normalmente levam o problema para um pediatra ou psicóloga quando este último sinal fica evidente. É mais fácil identificar comportamentos agressivos do que tristeza em bebês. E infelizmente, em nossa cultura, contemplar o choro infantil é comum.

Se um bebê de menos de um ano de idade não sorri com frequência, parece apático e alheio ao ambiente, não se alimenta bem, pode ser um sinal do estado deprimido. Temos que ficar atentos para não “naturalizar” esses comportamentos e perder a oportunidade preciosa de reverter o quadro. Porque com um atendimento adequado com terapeutas e pediatras, os familiares e cuidadores pode mudar completamente o estado do bebê. Nos primeiros 3 anos, a personalidade dele é praticamente toda formada e vai influenciar na forma que o indivíduo responderá à vida até mesmo quando adulto. Além dos sinais mencionados, também vale ficar atentos à timidez excessiva, à comportamentos anti sociais, à regressão ou interrupção do desenvolvimento psicomotor, como a aquisição da fala e o desfralde.

Entre as causas do estado depressivo em bebês estão aquelas relacionadas à privação do contato com a mãe ou com um cuidador de quem eles são muito próximos. Situações como depressão pós-parto, drogadicção, separação dos pais, processo de adaptação à creche, afastamento de uma babá ou uma vovó muito presentes, enfim. Muitas coisas podem fugir ao nosso controle, e não devemos nos culpar se nossos filhos acabam passando por alguma delas. Mas, precisamos ficar atentos aos sinais que eles nos dão! Quer um exemplo clássico de falta de atenção aos sinais do bebê? A tal adaptação na creche, mal feita, ou feita forçosamente, mesmo com muito choro e sofrimento. Muitas vezes, profissionais mal preparadas pressionam às mães para que deixem seu filho de menos de menos de 1 ano no colo de uma desconhecida, chorando, sem demonstrar comoção, para que ele “se acostume logo”. Um horror! Eu mesma já testemunhei uma cena dessas numa das creches que visitei: a mãe visivelmente tensa se encostava na parede, olhando para o nada, com medo de encarar o bebê de 4 meses que chorava desesperadamente no colo de uma cuidadora. No dia até puxei uma conversa com ela, tentando alertá-la de que aquilo não era necessário, mas não tive coragem de me meter. Aliás, as profissionais da instituição insistiam tanto nessa maneira esdrúxula de “adaptar” a criança, que eu me senti um “et” discordando.

Mas, é muito importante a gente dar atenção aos nossos incômodos. É muito importante darmos ouvidos aos nossos sentimentos, e assim, buscarmos entender melhor o que se passa com nossos pequenos. Não precisamos concordar com o prazo fixo de um semana para a adaptação na creche ou escola, não devemos tolerar o choro de um bebê que sofre com a ausência da mãe como se fosse algo banal. Claro que chorar é normal, e ele aprenderá gradualmente a lidar com as frustrações da vida. Mas, É GRADUALMENTE, e não em uma semana, um mês, ou um ano. Temos que respeitar o tempo deles.

Mas, o que fazer para evitar uma depressão no bebê? Na prática, se você não tiver depressão ou drogadicção, se não houver nenhuma situação atípica de separação, você pode preveni-la. Não deixe que seu filho recém nascido fique muito tempo longe de você após o nascimento, na maternidade; ofereça o seio assim que ele nascer, e continue estimulando-o a mamar no seio, naturalmente; não deixe o bebê de menos de um ano chorando se você pode satisfazê-lo; se você não reconhecer o motivo do choro, fique com ele nos braços, para que se sinta aconchegado; se o motivo for passível de disciplina, nunca apele para castigos físicos, evite gritar, e deixe bem claro o motivo da repreensão, com diálogo; mantenha a rotina de sono e alimentação sem grandes alterações; não deixe-o por muito tempo seguido com uma pessoa estranha; faça adaptações graduais, observando as reações dele. Os bebês são muito mais inteligentes do que imaginamos! E eles captam facilmente os estímulos ambientais.

 

Boas dicas para amamentar feliz!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Simone Tenório de Carvalho é uma mãe militante pela amamentação materna, que vem movimentando as redes sociais com o grupo Aleitamento Materno Solidário. O grupo discute temas relacionados à amamentação e ajuda também as mães que desejam doar o leite ou que precisam recebê-lo.  As participantes são super ativas e estão sempre postando reportagens, matérias e artigos garimpados na web sobre o assunto. Além disso, Simone teve a iniciativa de criar um grupo onde possam circular anúncios de empresas que apoiam as famílias, oferecendo produtos de qualidade, que não contrariem o princípio da defesa e do estímulo à amamentação natural. Neste segundo grupo, as mães podem ficar sempre ligadas nas promoções e novidades das marcas parceiras. A What Mommy Needs acompanha o trabalho dessa grande ativista desde o comecinho, e se orgulha de manter essa parceria!

É um privilégio tê-la aqui com uma entrevista informativa, cheia de dicas práticas e saudáveis para você seguir amamentando sem medo ou para você que pretende se preparar para fazê-lo quando seu bebê nascer. Além disso, Simone é uma estudiosa no assunto, e nos ajuda a entender os mitos que atrapalham muito um processo de amamentação tranquilo e prazeroso. Aproveite o post para tirar suas dúvidas e entrar em contato com a especialista!

WMN: É necessário buscar ajuda e orientação quanto ao aleitamento materno durante a gravidez? Por que?

Simone: Sim, é necessário e importante. Porque diferente do conceito que amamentar é um processo relativamente “fácil” sendo só posicionar o bebê no seio, o processo de amamentação possui uma complexa estrutura de apoio à mãe e ao bebê.  Quanto mais empoderada for a mãe e souber de todos os processos da amamentação e das diversas técnicas para que ela seja um sucesso e prazerosa para ambos, mais alta será a eficácia. Essa orientação está em vários lugares: grupo de apoio à amamentação, o banco de leite humano do Brasil, cursos para gestantes em maternidades e consultoria especializada na área.

WMN: Quais são os principais motivos que atrapalham a amamentação?

Simone: São vários e irei citar alguns mais frequentes:

1. O mito do “leite fraco”;

2. Ingerir mais leite aritifical produz mais leite materno;

3. Seios pequenos não produzem leite suficiente para o bebê;

4. Que a amamentação é dolorosa;

5. Lavar os seios antes das mamadas;

6. Fórmulas artificiais são idênticas ao leite materno;

7. Mães com bico invertido, mamoplastia redutora e com prótese não podem amamentar;

8. Amamentar “cai os seios”;

9. Bebê que arrota no seio faz a mama inflamar e causar abcessos e mastites;

10. Quem trabalha fora não pode continuar amamentando.

WMN: Se uma mãe que parou de amamentar quiser voltar a dar o leite materno, é possível? Onde ela encontra apoio? Quais os recursos que ela pode usar?

Sim, é possível. Essa é a boa notícia! Ela pode voltar a amamentar através do processo da relactação. É importante que a mãe tenha o acompanhamento de um profissional especializado, pois este processo envolve não só questões técnicas de manuseio e aplicação, mas também um trabalho emocional para a mãe. Amamentar possui um fator emocional de aceitação e vontade que são fundamentais para o sucesso da mesma.

E como funciona o processo?

“Uma sonda do tipo nasogástrica nº4 ou uma de aspiração – facilmente encontradas em casas de materiais cirúrgicos–tem suas pontas cortadas e aparadas. Uma das extremidades é fixada, com fita hipoalergênica, ao mamilo da mulher e a outra é mergulhada em um recipiente com leite humano, que pode ser obtido em um banco de leite. Ao sugar, o bebê recebe o alimento através da sonda, ao mesmo tempo que estimula a mama. A sucção induz a hipófise, glândula localizada no cérebro, a comandar a produção dos hormônios prolactina (responsável pela produção de leite) e ocitocina (responsável pela ejeção). O interessante é que o bebê não desiste de sugar porque tem o leite como motivação, para saciar suas necessidades, ainda que não seja, integralmente, proveniente de sua mãe. À medida que a produção materna aumenta, menos complemento é oferecido, através da sonda. O processo todo dura de 15 a 45 dias e depende de uma série de fatores como a idade do bebê, o intervalo entre o desmame ou parto e o momento da relactação, a rede de apoio com que a mulher conta, o acompanhamento profissional, a correta estimulação das mamas – que deve acontecer, impreterivelmente, a cada duas horas, totalizando 12 vezes em 24 horas – e, principalmente, a motivação da mãe, já que esse é um processo que demanda tempo e energia não só dela como de toda a família. É preciso, também, que os parentes ajudem a mulher, com os afazeres domésticos, para que ela esteja disponível para relactar.” (Por Grasielly Mariano)

WMN: E para aquelas que tem muito leite e podem ficar com o seio “empedrado”, é possível doar?

Simone: Sim, é perfeitamente possível e um lindo ato que salva muitas vidas! Primeiro a mãe precisa cuidar do empedramento e das possíveis inflamações. O correto é que a mãe ordenhe as mamas antes das mamadas e deixar que o bebê esvazie as mamas, para evitar a obstrução dos ductos mamários. Compressas quentes quando empedrados é também de grande auxílio. Para doar o leite,  temos todas as informaçãos no site da FIOCRUZ, na página: http://www.redeblh.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=360

WMN: Na sua opinião, quais são os principais obstáculos para um aleitamento saudável e prazeroso?

O principal obstáculo é a mãe não acreditar em sua plena capacidade em amamentar e nutrir o seu filho apenas com o seu leite. Outros fatores são: conselhos familiares, a falta de manejo e conhecimento com as fases de choro e sono dos bebês; introdução precoce de fórmulas artificiais, chupeta e mamadeira que causam confusão dos bicos, stress materno, volta ao trabalho e o uso indiscriminado de conchas, bicos de silicone e até bombas de forma incorreta.

WMN: Em que consiste o mal uso das bombas e conchas? Como elas podem ser utilizadas de forma a garantir benefícios para mãe e bebê?

Simone: As bombas de extração do leite materno devem ser utilizadas com muito critério e se possível, com orientação profissional. No caso das bombas, o mal posicionamento das mamas e a pressão da mesma (no caso das elétricas) podem desencadear processos de mastites, por exemplo. Mas elas vem se tornando cada vez mais, grandes auxiliadoras no prolongamento da amamentação, inclusive pelas mães trabalhoras, pois além de aliviar as mamas no local de trabalho, garantem o leite materno para seus bebês. Para saber mais:http://consultoraemamamentacao.blogspot.com/2011/08/bomba-eletrica-para-extrair-o-leite.html. Quanto às conchas, é importante que elas sejam testadas pela mãe: existem no mercado vários formatos e modelos e é preciso saber qual é mais adequado á mama da mãe. Muitas mães utilizam a concha para formar o bicos dos seios (os que são pequenos, protusos, invertidos) mas ela  não á garantia em 100% dos casos. A grande eficácia neste processo, é a própria sucção do bebê. Outra função, é a proteção do seio no processo de rachaduras e fissuras. Mas, o cuidado com a sua higienização deve ser redobrado, para evitar o risco de infecções. Assim como a bomba, o seu uso tem de ser criterioso e limitado. E, infelizmente o leite que vaza em seus depósitos, devem ser desprezados.

Acesse as páginas do grupo no Facebook: Aleitamento Materno Solidário e Anúncios AMS.

Conheça também nossa seção de produtos para parto e amamentação, em nossa loja virtual, neste link. Esta semana, ela está com uma promoção imperdível: todas as inscritas no grupo Aleitamento Materno Solidário no Facebook terão 20% de desconto em nossa loja! É só enviar um email, com seu nome completo, para contato@wmnloja.com.br.

 

 

 

 

Qual é a relação entre corticoides, cesariana eletiva e problemas respiratórios no bebê?

domingo, 19 de junho de 2011
Há muito tempo estou pra escrever sobre o uso de corticoides em bebê de menos de dois anos de idade. Escrevi sobre o uso exagerado de medicamentos há um tempo atrás, depois que Laura teve crises de otite aguda e tivemos que decidir entre a repetição de tratamentos emergenciais com antibióticos e corticoides ou o tratamento homeopático. Você pode acessar o texto aqui. Mas, quero falar sobre um dado interessante que acabei de descobrir num artigo da edição de junho da Revista Fapesp. Uma pesquisa coordenada pela médica Melania Amorim – conhecida pelo incentivo ao parto natural no nordeste – me fez entender que relação a cesariana eletiva pode ter com o uso ineficaz de corticoides e o abalo do sistema imunológico dos bebês.
No estudo, ficou claro que o uso desse tipo de medicamento para reduzir os problemas respiratórios dos bebês prematuros tardios é ineficaz. Ou seja, aqueles que nascem no intervalo de 34 a 36 semanas completas de gestação são considerados prematuros tardios e não se beneficiam do uso do corticoide. As evidências científicas tem mostrado a eficácia desse tratamento em bebês que nascem com 26 a 33 semanas – geralmente devido a alguma complicação séria na gestação – que precisam ter o desconforto respiratório controlado para conseguirem crescer no ritmo normal. Sabe-se que um prematuro tardio tem menos risco de vida, porém, apresenta mais complicações respiratórias, problemas de nutrição e icterícia do que bebês que nascem com 37 semanas ou mais. O uso do corticoide, porém, pode produzir efeitos negativos nesta faixa etária, diminuindo a imunidade e tornando os bebês mais suscetíveis a infecções. Por isso mesmo, as bulas dos antialégicos só recomendam o uso a partir dos dois anos de idade.
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Você pode escolher a fralda para o seu bebê!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Quando o bebê ainda está na barriga e começamos a planejar o chá de fraldas e a montar o enxoval, nem imaginamos o mundo de opções de fraldas que podemos comprar e/ou pedir de presente! Depois que já temos o bebê nos braços, no dia dia atarefado e emocionado dos primeiros meses, fica ainda mais difícil parar para conhecer e escolher os produtos mais adaquedos às nossas necessidades. Muitas vezes nos contentamos com os mais vistos nas propagandas e as indicações de amigos e parentes que já tiveram filhos. Aí, sofremos com as alergias e assaduras, as brotoejas, os vazamentos frequentes, e aquele cheiro de fralda descartável suja na lixeira do quarto. Mas, achamos tudo muito normal, e prosseguimos usando cremes, maizena, e todas as dicas disponíveis de soluções passageiras e paliativas. Nos acostumamos com os quilos de lixo produzidos e despejados posteriormente nos aterros de nossas cidades. E depois que ficamos sabendo das 5.000 fraldas descartáveis que nosso bebê usará em toda sua vida e que demorarão em média 500 anos para se decompor, ficamos preocupados em diminuir o impacto negativo de nossas ações no meio ambiente e na saúde de nosso bebê. Mas, temos pouco acesso à esse tipo de informação e pouco tempo para correr atrás dela!

Eu mesma tenho uma bebê de dois anos que já usou vários tipos de fraldas e já apresentou alergias, assaduras, brotoejas e cia. No chá de fralda, ganhei duas marcas, majoritariamente, e tive que doar pelo menos a metade delas, por causa das alergias. Fui comprando marcas diferentes até chegar nas fraldas de pano modernas e descobrir a ajuda que elas dão ao processo do desfralde e à prevenção de todos esses problemas de pele. Além disso, aprendi que, usando de forma racional, evitamos a poluição sem aumentar muito o consumo de água.

Então, hoje eu quero falar especialmente com você que está em busca da informação, ou que ainda está esperando seu bebê, que ainda não fez seu chá de fralda e que ainda tem tempo para planejar a compra de seu enxoval: você pode escolher a fralda que vai comprar! Você pode conhecer os produtos com antecedência, refletir sobre as dicas que já lhe foram dadas, pesquisar preços e saber do impacto ambiental de seu consumo. Isso pode ajudá-la a decidir de forma tranquila e consciente e evitar o desperdício de dinheiro, presentes e preocupações!

Para ajudá-la, listei abaixo todos os tipos de fraldas que conheço, com as informações que pesquisei, e com pitacos de minha experiência. Vamos lá!

1) Fralda descartável respirável: esse é o tipo de fralda descartável menos propenso a causar assaduras e bortoejas, e é geralmente mais caro. O fato de não ter uma capa plástica externa não signfica que ela seja biodegradável ou que não contenha plástico em sua composição. Acontece que ela é mais respirável por misturar celulose e derivados do plástico, e ter um composto químico interno que tranforma o xixi em um tipo de gel dentro da fralda. Ela parece ser mais leve, porém leva tanto tempo para se decompor quanto uma fralda mais barata. Portanto é altamente poluente. Apesar de também poder provocar alergias, ela é menos propensa a causar irritações por fungos, porque mantém a pele no bebê mais sequinha.

2) Fralda descartável impermeável: esse é o tipo de fralda que tem uma camada impermeável externa, que é composta de derivados de plástico com tecido. Ela é mais potente para evitar vazamentos, porém deixa a pele do bebê mais úmida e mais quente. Por ser mais resistente, pode ser melhor em passeios e à noite, e pode exigir menos trocas durante o dia. Porém, o bebê pode ficar com a pele mais irritada, demandando trocas mais frequentes. Ela costuma ser mais barata do que a primeira opção. Não precisa nem dizer o quanto ela é nociva para o meio ambiente!

3) Fraldas descartáveis supostamente “naturais”: algumas marcas têm se apropriado da preocupação social crescente com o lixo poluente das fraldas descartáveis. Porém, a grande maioria têm usado o termo”natural” e seus coadjuvantes para vender fraldas que são tão poluentes quanto qualquer outra, tendo como diferencial apenas a aplicação de Aloe Vera e/ou Camomila para diminuir a propensão à causar assaduras e irritações de pele. Cuidado com elas! Muitas vezes, são até baratas, com pacotes verdes, mas não estão de fato amenizando o impacto ambiental negativo.

4) Fraldas descartáveis biodegradáveis: sim, elas existem! Mas, não aqui no Brasil, e aliás, na maior parte do mundo ela não está presente ou é caríssima. A Eenee Eco é uma marca desenvolvedora de produtos sustentáveis e conseguiu chegar à uma fórmula de fraldas e absorventes descartáveis para fraldas de pano que garante sua decomposição em poucas semanas, no lixo orgânico. Elas são compostáveis, mas há quem diga que podem até ser lançadas no vaso sanitário. São basicamente de fibras vegetais de viscose. Nos EUA, elas são vendidas com exclusividade pela gDiapers. Em nossa loja, você pode encontrar kits de recheios para fraldas de pano que contém alguns desses absorventes como brindes. Ainda estamos batalhando para ter total disponibilidade desse produto para a venda!

5) Fraldas descartáveis parcialmente bio: Enquanto não temos acesso às biodegradáveis com facilidade, está chegando no mercado brasileiro a fralda que é parcialmente bio. Ela é composta, parcialmente, de PLA, um polímero de fontes renováveis. Como tem menos plástico, é super levinha. Absorve bem e é respirável, mas é mais propensa a vazamentos e deve ser trocada com mais frequência. Infelizmente, ainda não é encontrada nos mercados e farmácias comuns. Só a encontrei no Sam’s Club até o momento. Vendê-la pela internet pode ser um pouco mais difícil porque é um pouco mais cara do que as outras e é um produto pesado, o que encarece o frete. (Diga aí: você gostaria de ver este produto em nossa loja?). Lá fora também existem as parcialmente bio que são feitas de algodão orgânico e plástico. Acho que fazem parte da tentativa de chegar a um produto menos poluente que seja tão prático como as demais fraldas descartáveis.

6) Fraldas de pano Pocket: essas fraldas de pano são bem parecidas com as chamadas “calças plásticas” que nossas mães e avós chegaram a usar. Mas, elas variam de material, são ajustáveis, e possuem o bolso de tecido poroso, como o dry fit ou semelhantes mais eficientes (caso da nossa Fralda Pocket WMN – nossa costureira não revela pra ninguém do que é feito o bolso! Segredo de fábrica!). A pocket permite um uso mais racional de água, porque, se usada corretamente, com um bom absorvente, só exige a lavagem mais frequente do recheio. Além disso, ela é bem versátil, porque pode ser usada com diferentes recheios, como os Stay Dry (que priorizam a pele sequinha), os super absorventes ou noturnos (feitos de soft, algodão atoalhado, etc.), ou os flanelados e microfibras para o dia dia. Elas não exigem um tapa-fralda impermeável, mas até podem ser usadas com ele, caso deseje-se manter o bebê muito tempo com a mesma fralda. Com camada externa de tecido, elas também são super levinhas e respiráveis, e podem ter estampas variadas, o que deixa a troca de fraldas muito mais bonita e divertida! Minha filha amou a primeira fraldinha pocket com desenhos de corujinhas. Dicas para quem quiser usar essas fraldas: trocar o recheio com até três xixis para evitar que o tecido externo molhe, juntar as fraldas sujas (que não tenham cocô) na máquina de lavar com as outras roupas da casa, pois ela fica limpa facilmente e não fica tão mal cheirosa devido ao bolso poroso. Outra dica interessante para quem não tem um bom varal, é usar fraldas de flanela dobradas como absorventes, porque podem secar abertas, mais rapidamente do que os recheios em formato pronto, além disso, elas podem ser dobradas mais na frente ou atrás, de acordo com o sexo do bebê e o volume do xixi.

7) Fraldas de pano Tudo em Um (AIO): Essas fraldinhas são as mais práticas para a troca, porque são absorventes e ao mesmo tempo impermeáveis. Possuem a parte interna de soft, algodão, flanela, microfibra ou outro tecido absorvente, e geralmente também aceitam o uso de absorventes extras para noites e passeios longos. Algumas marcas personalizaram a parte externa com estampas e cores diferenciadas, mas a maioria é bem simples, com poucas opções. Porque o que vale, neste caso, é a praticidade. Assim, na hora da troca, elas são exatamente igual às descartáveis, mas vão para o balde ou para a máquina ao invés do lixo! A desvantagem desse tipo de fralda é a demora para secar e a fixação do mal cheiro. Como elas são bem gordinhas e absorventes, ficam com o cheiro mais forte, e usar uma essência própria para tecido pode ser uma solução para mantê-las no balde aguardando a lavagem (Em nossa loja você encontra a Essência de Cítrica Biodegradável importada, é só colocar uma pequena colher para cada tanque cheio ou uma gotinha em cada fraldinha suja). Senão, ou se lava com muita frequência (gastando-se mais água, sabão e energia) ou acostuma-se com o mal cheiro…

8) Fraldas de pano Dois em Um (TIO): Neste caso, a parte absorvente da fralda é separada da camada impermeável, e ela não tem bolso. Geralmente, são super absorventes e bem ajustáveis ao corpo do bebê, possuindo mais maleabilidade e sendo mais eficientes para evitar vazamentos. São feitas também de algodão, tecido derivado do bambú, soft, dentre outros, e também podem ser usadas com recheios de reforço. Mas, exigem a compra de tapa-fraldas impermeáveis. A vantagem é que você pode comprar dois tapa-fraldas para cada seis fraldas absorventes, pode lavá-los separadamente – o que torna a secagem muito mais rápida e menor necessidade de um grande estoque de fraldas. Por outro lado, a troca é mais trabalhosa. Uma dica para quem quer usar a fralda Dois em Um durante a noite é o uso de um absorvente Stay Dry, que possui a superfície de soft ou outro tecido que fique menos “enxarcado”. Se o tapa-fralda for tão bom quanto o Popo Wrap da Popolini (que vendemos!), as noites serão tranquilas e ecológicas!

9) Forros de proteção (Liners): este é um acessório indispensável para o uso das fraldas de pano modernas! Na Europa é super comum! São forros biodegradáveis, que podem ser laçados no vaso sanitário, com o cocô. Coloca-se o forro sobre o bolso da fralda pocket ou os absorventes das demais fraldas, e retira-se com as fezes. Ele deixa a total passagem do xixi, mas evita uma grande sujeira. Aqui na What Mommy Needs, temos duas opções: o Popli (caixa com abertura prática e higiênica, para a retirada individual dos forros, com 100 unidades), e o Liner da Eenee Eco (parte do Kit Recheio e Proteção, que vem em embalagem plástica com 50 unidades).

Mas, depois de todas essas descrições, você pode continuar na dúvida: quais seriam as mais práticas, mais ajustáveis, e afinal, MENOS POLUENTES dentro de sua realidade?

Só você e sua experiência poderão responder a isso. Você tem máquina de lavar? Tem como deixar as fraldas aguardando para serem lavadas junto com as demais roupas da casa? Pode comprar sabão de coco em pó? Usa que tipo de energia? Qual é a disponibilidade de água em sua cidade? Como é o clima? Tem espaço para colocar as fraldas para secar? Precisa usar secadora? Seu bebê tem tendência a brotoejas e assaduras? É muito agitado ou mais calminho? Dá trabalho para trocar as fraldas? Faz muito xixi de noite? (etc… etc..)

É bom que se diga, de antemão, que não existe a fralda perfeita, 100% contra vazamentos. Aliás, até as fraldas descartáveis que prometem 12 horas de uso direto, vazam, com frequência. Aqui em casa, posso dizer que, em média, as melhores delas vazavam duas ou três vezes por semana. Mas, claro você precisa ir aprendendo os “macetes”, experimentando as alternativas, até encontrar aquela que se adapta melhor à sua necessidade!