A publicidade é hoje em dia uma das fontes de informação que alimentam nossos cérebros atentos ou às vezes nem tanto, bombardeados por imagens, mensagens diretas e subliminares. Na tv, nos outdoors, nas revistas, e nos meios de transporte públicos, na praia, no céu, em quase todo canto há mensagens comerciais, a fim de se vender um produto e/ou ideia. As pessoas tem sido impulsionadas a consumir cada vez mais, sem tempo para refletir sobre a decisão do consumo. Mas ao mesmo tempo, estão ficando cada vez mais resistentes ao bombardeio – sabe quando o barulho é tão persistente e constante que até ignoramos e esquecemos que ele está lá? Então, isso ocorre também quando estamos diante da tv e somos incomodados com todos esses estímulos publicitários. Como você, a maioria das pessoas, não costuma clicar em links patrocinados nos sites, em destaques patrocinados no facebook ou no google, e raramente reparam nos outdoors. Na tv, esperamos chegar a “propaganda” para ir ao banheiro, tomar água, conversar e depois voltar a assistir a programação que nos importa. Assim, vamos criando camadas de defesa contra as armas do marketing abusivo. Mas, os profissionais desse ramo também vão se especializando, vão redirecionando a mensagem para quem ainda não tem tantas defesas, para quem está apenas conhecendo esse mundo do mercado de consumo – as crianças. Além disso, eles vão aperfeiçoando as estratégias, para tornar os anúncios cada vez mais polêmicos, diferentes e até, em alguns casos, bizarros, para chamar nossa atenção a todo custo. As crianças que circulam pelo mundo, vêem revistas e assistem tv, também são bombardeadas, e são convocadas pelos anunciantes a influenciar cada vez mais as decisões de consumo dos pais. Para os pais e responsáveis, é praticamente uma guerra diária lidar com essa pressão.

Então, movidos pelos incômodos, surgem as reações coletivas. Aparecem propostas de controlar melhor o conteúdo e a forma das propagandas, principalmente das direcionadas às crianças. No mundo todo, esse é um tema em pauta. Depois do bum da industrialização em massa, do crescimento econômico a todo custo, os países desenvolvidos estão tendo que encontrar caminhos diferentes para não acabar com todo o estoque de recursos naturais e econômicos que mantém a roda girando. As pessoas estão tendo que aprender a poupar e a consumir conscientemente. Claro que as empresas dirigidas por magnatas ávidos pelo lucro imediato não querem frear o carro, mas em diversas sociedades, elas estão sendo pressionadas a agir de forma mais responsável. É por isso que soluções interessantes tem sido desenvolvidas para que a publicidade não seja só mais uma grande vilã das crianças, das famílias e da sustentabilidade do planeta. Em alguns países, ela foi restrita a determinados espaços e horários, e teve que adequar sua linguagem a um público adulto, educado e crítico. Em outros, ela tem sido regulamentada com balizas mais claras, para adultos e crianças. Em outros, ela tem caído no descrédito e tem corrido atrás para não tornar obsoleta uma das formas mais usuais de comunicação das empresas com os consumidores – afinal, se a publicidade perder completamente sua credibilidade, com que arma os anunciantes brigarão pelos nossos desejos?
Por isso é muito importante falar sobre publicidade infantil. É importante para pais e mães, para as escolas, para os governantes, para os empreendedores e especialmente para os anunciantes. O debate não pode ficar polarizado entre quem odeia publicidade e quem ama. O importante é conhecermos as diferentes estratégias disponíveis por aí, as ideias que estão sendo compartilhadas dentro e fora das mídias sociais, e começar a desenvolver caminhos alternativos – dentro de casa, na rua e na legislação. Por isso, hoje, eu me propus a escrever sobre a experiência francesa quanto à regulação da publicidade infantil, no blog What Mommy Needs.Net. No post, faço uma breve comparação e espero contribuir para que Ongs, coletivos de pais, escolas, marketeiros e governos, se interessem pelo assunto, busquem compreender as alternativas desenvolvidas num país desenvolvido que tem fortes semelhanças conosco em termos de legislação, mas que, na prática, alcança resultados bem diferentes.
Em meu blog pessoal, parte desse portal e da minha empresa, procuro sempre abrir espaço para os debates contemporâneos, para caminharmos juntos para uma sociedade mais sustentável – ainda que às vezes, tudo pareça utópico pra mim! Mas, faço isso com muita dedicação e carinho. Espero que gostem do texto e façam sua contribuição!
Voilà: http://www.whatmommyneeds.net/2012/04/publicidade-infantil-aqui-e-la-polemica.html
Imagem daqui: http://www.pub-bis.com/de-lenjeu-dune-publicite/
Nefasta não é a propaganda, nefasta é a falta de senso crítico diante dela e também a falta de diálogo responsável dos adultos com as crianças sobre ela. Falta o diálogo franco sobre os conteúdos apresentados e destinados às crianças, assistidos por elas. A criança é altamente capaz de entender as nossas ponderações e de pensar sobre elas, com nossa ajuda, claro! Como resistir aos apelos? Conversando e perguntando, fazendo tantas perguntas quantas sejam necessárias para que façam as crianças pensarem e refletirem sobre seu próprio consumo cada vez mais.
Quando se fala em festa infantil, a imagem que nos vem a mente geralmente é de uma mesa repleta de enfeites de isopor, um mundo de balões, montes de presentes lindamente embrulhados em papéis brilhantes, sacolinhas para os pequenos convidados repletas de docinhos e brinquedinhos de plástico, um buffet com litros de refrigerante e milhares de salgadinhos para saciar a fome da criançada. Afinal, é dia de festa!
Mas, algumas ideias geniais tem surgido, conciliando sustentabilidade e beleza. Os balões de gás, por exemplo, podem ser substituídos por fitas coloridas, tecidos, e até aquelas luminárias de papel chinesas. E, para a decoração ficar harmoniosa, a mesa do bolo pode ser coberta por uma toalha de tecido (ao invés das descartáveis de plástico). Outra moda que pode (e deve!) pegar é a do buffet saudável, com muita fruta, nenhuma fritura e poucos doces, além de sanduíches e o famoso pão de queijo. Sacolés e picolés de frutas podem ser um atrativo a mais! Tem gente que opta também por salgados integrais e nada – nada mesmo – de refrigerantes. Essas duas últimas escolhas parecem ser as mais radicais, mas se você pensar bem, mesmo pesando um pouco mais no bolso, os integrais são muito mais eficientes em encher a barriga da criançada (o pode fazer você economizar com outros itens) e os refris podem ser substituídos por uma receita caseira ensinada no blog 










